O que vale recordar de Maio

junho 01, 2017


Maio, assim como a maior parte do meu 2017, foi uma derrota total. Foi o mês em que mais chorei, em que mais me senti resumida a algo insignificante, um mês em que percebi que não faço a diferença, foi o mês onde menos me diverti, o mês em que mais me fechei em mim... um mês, realmente triste onde ainda aprendo lidar com a perda de alguém que, embora não tenha partido para outro mundo, partiu para outra vida diferente e sem mim. Um mês de coração partido. Um mês onde tive pensamentos tão ruins comigo mesma. Apatia. Indiferença. Desgosto.

Um mês em que me pus à prova, um mês em que me levei ao limite e tive a certeza que fiz de tudo para poder resgatar grande parte do que tornava a minha existência mais feliz... mas em vão. Junho chegou e nada disso parece mudar mas espero estar no final do mês com outra perspectiva deste ano que já é longo e, por mim, era cancelado amanhã mesmo. 

Um mês onde comecei a ter que lidar com a ansiedade, um mês de total insegurança, um mês de portas fechadas. Ou, como me disseram, "sem porta" e me faz estar presa num cómodo; presa dentro de mim mesma que não aprendi a chegar a lugar nenhum. 

Os momentos bons?

No cinema, destaco o novo filme dos Piratas das Caraíbas.

Na amizade, nunca antes tinha sentido tanto o apoio de algumas pessoas que incansavelmente me tentaram puxar para cima e não deixar chegar no fundo do poço. Nem deixam.

Na vida profissional, uma decisão que deveria ter vindo - arrisco dizer - há alguns anos mas felizmente o meu pai tomou a coragem para avançar.

E, sinceramente, não me consigo recordar de mais nada que me tenha feito pensar que Maio valeu a pena. Não valeu e merecia uma publicação como em Abril: não gostei.
Este ano está descarrilado...

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