maio 29, 2017

Vou transformar as memórias
Todas elas em poemas.
Foram tantas histórias
Vou te contar, não temas.

De todas elas a mais bonita
Tem que ser aquela na paragem
Com o frio e com o vento o teu cabelo a esvoaçar
Não sentia, sequer, a friagem.
A mensagem que tinha para dizer
E enrolei-me com palavras tímidas
Era que nem acreditava te ter comigo
E por assim te ter...
Sozinha valeu passar mil vidas.

E a nossa dança no restaurante
Ao som daquela música que era nossa?
Quero voltar para aquele instante
Abraçar-te com mais força
E fazer com que tocar os meus lábios nos teus, eu possa.

E assim que entramos naquele barco a caminho de bom porto?
A uma praia, na realidade, e sem qualquer laranjeira aí
Nem esconder a felicidade conseguia este meu sorriso torto
Quando dividimos aquele açaí.

Acho que me adiantei, concordo
Em relação à melhor memória
Pois agora que os olhos fechei, lembrei-me de ti no meu braço quando acordo.
Acordava...
E o meu roncar te acalmava
Eu sentia-me tão segura
Como é que isto não perdura?

(...)

Por uma nova memória anseio...
Quem sabe em Paris?
De mãos dadas e num passeio
E enquanto tu sorris.

in "quadras"



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