Praticar meditação: sim

novembro 06, 2017

"Meditação? Andas a esconder coisas?" foram as perguntas que me fizeram após um teste daqueles de facebook onde eu revelava que pratico a meditação. Ou, pelo menos, venho tentando. A prática começou à cerca de um ano e através de um aplicativo de telemóvel, Calm, que possuía um guião de introdução à meditação e algumas aulas para iniciantes. Antes que pensem que o faço todos os dias, não, faço-o esporadicamente mas gostaria de ter o hábito de todos os dias tirar 10 minutos do meu dia para, simplesmente, meditar.

Photo by Joel Filipe on Unsplash

Não vos sei falar cientificamente do método mas, leiga que sou, limito-me a deitar na cama (embora possam fazê-lo sentados, de pé, whatever o que for mais confortável...) no final do dia, colocar os fones de ouvido no telemóvel, abrir o aplicativo - que hoje em dia é o Zen - e ouvir qualquer uma daquelas faixas que lá estão.

Embora a prática de meditação seja, normalmente, em silêncio eu sinto-me mais capacitada e ainda por ser muito novata neste tipo de coisas, ao ouvir aquela voz que, calmamente, nos pede para respirar fundo, fechar os olhos e sentir todo o nosso corpo relaxar. SIM, o efeito é esse mesmo: relaxar. 

No tumulto da vida do dia-a-dia, tirar 10 minutos para libertar a mente de todos os stresses, agonias e até frustrações é um privilégio que só não tornou as minhas noites de sono melhores como me fez sentir que eu mesma sou um refúgio de mim. 

Talvez para 2018 eu melhore neste sentido e consiga ter este meu ritual todos os dias.

julho 13, 2017


Se a minha vida se pudesse assemelhar a uma casa e as divisões dessa casa fossem o aspecto financeiro, profissional, de saúde, relações interpessoais, perspectivas de futuro... eu diria que a minha casinha está a ficar bastante arrumada. É claro que, em alguns cómodos, ainda tem aquela sujeira debaixo do tapete ou rente ao rodapé mas... positividade, sempre.

O que vale recordar de Junho

julho 02, 2017

Junho foi sim, melhor do que os dois meses anteriores. Trouxe consigo o Verão, as festas do São João, os gelados. Mas, além disso veio recheado de momentos e notícias maravilhosas e um fazer-me acreditar que eu sou capaz e muito amada, sim.

No cinema, o filme da Wonder Woman tem todo o seu destaque. Foi simplesmente maravilhoso. E o "Girls Night" arrancou de mim tantas risadas quanto eram possíveis. Sou uma sucker por estes filmes "água com açúcar" mas que acabam por serem bons. Já nos filmes que vi em casa - e algumas estreias são até vergonhosas por acontecerem em pleno 2017 - destaco o Titanic e "O Corcunda de Notre Dame" da Disney. Este último tornou-se um dos meus favoritos. Sem dúvida.

Fiz um piercing. Que me foi oferecido como um presente e eu fiquei muito agradecida. Fazer um piercing, nunca foi um desejo - sou bem mais a menina das tatuagens - mas resolvi arriscar porque sim. Faz bem mudar e, muitas vezes, ir em contra às próprias percepções. Acabei que eu gostei... apesar das dores.

Tive uma entrevista de emprego. E I got the job. Porque eu sei que, se me derem a oportunidade, eu consigo me provar apta para o que quer que seja. Até mesmo pela tentativa. Estou inserida numa nova equipa de trabalho, num novo espaço e embora não seja de todo o meu "dream job", tenho a sensação de que tudo vai correr pelo melhor. Se não acontecer, vida que segue.

Começamos a planear a despedida de solteira da Andreia. Aww yeah, baby!

O aniversário do meu irmão. Porque adoro bolo, ora. 

Uma mudança de visual. Que me fez muito bem! Cortei os meus cabelos que já estavam a aproximar-se do fundo das costas por cima dos ombros e estou a achar-me tão bonita. E troquei a cor rosa avermelhada pelo preto, mesmo. E estou apaixonada por mim mesma.

Descobri que gosto muito de caminhar de noite/madrugada pelas ruas durante as noites mais quentinhas. Além do exercício, posso sempre apreciar o silêncio ou, melhor ainda, ligar a uma amiga que ainda esteja acordada (Obrigada, Daisy) e ter conversas que me farão rir com certeza. Ou então... ir jogar Pokémon, sim, isso mesmo que acabaram de ler.

Junho foi um pontapé de saída em alta para esta nova metade do ano. Para Julho quero uma viagem que anseio por fazer, um bom início nesta nova jornada de trabalho, boas notícias e os meus perto de mim. E, por favor, um dia de praia... pode ser?

O blogue, eu e um update

junho 30, 2017

A minha relação com este espaço é de calmaria. Eu uso este espaço para desabafar, para contar episódios da minha vida e, acreditem ou não, eu sou a minha melhor leitora. Como sou aquele tipo de pessoas que vive entre memórias e nostalgias, poder navegar por estas páginas e perceber os meus dias mais felizes ou infelizes e como dei um jeito de os superar, ou não, é uma injeção de autoconfiança para mim.

Há cerca de um mês, deixei isto numa pausa por tempo indeterminado. Eu não estava bem, não me encontrava no melhor momento da minha vida e a única coisa que tinha para continuar a expor por cá, era de como estava "o" caco e a sofrer com um desgosto amoroso que se arrastava há uns meses. Hoje, estou recuperada. Assim que me sentei ao computador para retornar aqui a escrever, tive que pensar seriamente se apagaria aquelas publicações mais tristes. Resolvi deixar ficar, fizeram parte. Não voltam.


Aos poucos, tudo vai ficando bem. Aquela máxima de que "Algumas coisas precisam ir para outras virem" é totalmente verdade. E eu estou a descobrir-me dia após dia. Eu já recuperei uma parte de quem era, já recuperei o riso, o bem-estar e agarrei novas oportunidades. Já resgatei o meu amor por mim mesma que me faz não buscar motivos para me maltratar. 

Na próxima segunda-feira, começo um novo emprego. Não sei se é o certo... mas eu sou aquela pessoa que aceita os desafios e sei, mais do que nunca, que não posso ficar parada. Recebi notícias maravilhosas nesse tempo. Superei as minhas próprias expectativas e tenho-me saído bem naquilo em que me comprometo. Esta nova metade desde ano que tem sido horrível comigo, promete ser fantástica: avizinham-se viagens de curta duração mas cheias de amor, avizinham-se festas, avizinha-se o dia melhor do ano que é o casamento da Andreia... e este espaço - que tanto me tem ajudado - merece que eu compartilhe esses momentos. E fica a promessa, querido blogue, de não te deixar por aqui apenas com lamentos. Daqui a uns tempos quando estiver a "folhear" as tuas páginas, eu vou ter mais lembranças felizes aqui escritas para poder recordar. Vais ver.

junho 03, 2017

Vou fazer uma pausa por tempo indeterminado. Não estou bem.

O que vale recordar de Maio

junho 01, 2017


Maio, assim como a maior parte do meu 2017, foi uma derrota total. Foi o mês em que mais chorei, em que mais me senti resumida a algo insignificante, um mês em que percebi que não faço a diferença, foi o mês onde menos me diverti, o mês em que mais me fechei em mim... um mês, realmente triste onde ainda aprendo lidar com a perda de alguém que, embora não tenha partido para outro mundo, partiu para outra vida diferente e sem mim. Um mês de coração partido. Um mês onde tive pensamentos tão ruins comigo mesma. Apatia. Indiferença. Desgosto.

Um mês em que me pus à prova, um mês em que me levei ao limite e tive a certeza que fiz de tudo para poder resgatar grande parte do que tornava a minha existência mais feliz... mas em vão. Junho chegou e nada disso parece mudar mas espero estar no final do mês com outra perspectiva deste ano que já é longo e, por mim, era cancelado amanhã mesmo. 

Um mês onde comecei a ter que lidar com a ansiedade, um mês de total insegurança, um mês de portas fechadas. Ou, como me disseram, "sem porta" e me faz estar presa num cómodo; presa dentro de mim mesma que não aprendi a chegar a lugar nenhum. 

Os momentos bons?

No cinema, destaco o novo filme dos Piratas das Caraíbas.

Na amizade, nunca antes tinha sentido tanto o apoio de algumas pessoas que incansavelmente me tentaram puxar para cima e não deixar chegar no fundo do poço. Nem deixam.

Na vida profissional, uma decisão que deveria ter vindo - arrisco dizer - há alguns anos mas felizmente o meu pai tomou a coragem para avançar.

E, sinceramente, não me consigo recordar de mais nada que me tenha feito pensar que Maio valeu a pena. Não valeu e merecia uma publicação como em Abril: não gostei.
Este ano está descarrilado...

maio 29, 2017

Vou transformar as memórias
Todas elas em poemas.
Foram tantas histórias
Vou te contar, não temas.

De todas elas a mais bonita
Tem que ser aquela na paragem
Com o frio e com o vento o teu cabelo a esvoaçar
Não sentia, sequer, a friagem.
A mensagem que tinha para dizer
E enrolei-me com palavras tímidas
Era que nem acreditava te ter comigo
E por assim te ter...
Sozinha valeu passar mil vidas.

E a nossa dança no restaurante
Ao som daquela música que era nossa?
Quero voltar para aquele instante
Abraçar-te com mais força
E fazer com que tocar os meus lábios nos teus, eu possa.

E assim que entramos naquele barco a caminho de bom porto?
A uma praia, na realidade, e sem qualquer laranjeira aí
Nem esconder a felicidade conseguia este meu sorriso torto
Quando dividimos aquele açaí.

Acho que me adiantei, concordo
Em relação à melhor memória
Pois agora que os olhos fechei, lembrei-me de ti no meu braço quando acordo.
Acordava...
E o meu roncar te acalmava
Eu sentia-me tão segura
Como é que isto não perdura?

(...)

Por uma nova memória anseio...
Quem sabe em Paris?
De mãos dadas e num passeio
E enquanto tu sorris.

in "quadras"